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quarta-feira, 16 de maio de 2012

Nascer: Um dom de Deus

(Makulè)
   Para atingir o prazer de um navegar sem voltas, sem estibordo e sem bombordo, apenas começa-se. E, para tanto, precisa-se de água salgada ou doce e de uma boa estrutura de nau.
   Os primeiros marujos não navegavam em transatlânticos e sim em barcos artesanais muitos simples e que, com o passar do tempo, se transformaram em veículos complexos e puderam singrar os mares dessa imensa mãe chamada Terra.
   E foi a partir dos simples, humildes e inteligentes pescadores, que o conhecimento náutico permitiu a toda a humanidade: alimentar-se, navegar e transportar pessoas e mercadorias por diversas rotas marítimas.
   E em homenagem a essa energia indomável e transformadora, conhecedora dos segredos do mar, sábio por entender os movimentos das águas e os seus significados, por ver constelações e traçar os caminhos a serem navegados por muitos; por respeitar o vento, a chuva, a tempestade, as tormentas, o sem vento, o próprio medo da perda e da solidão, criou-se o blog Molhadinho do Marujinho para adultos porque tem muitas idéias e histórias que não são tão doces, mas nunca amoral ou imoral. 

O BLOG DO MOLHADINHO DE MARUJINHO

(Makulè)
             A Ideia do blog começou após o comentário crítico sobre a leitura de um determinado blog falando sobre a mulher sequinha e as formas dela não se umedecer. Tudo isso em função de fugir do pecado carnal. A “receita” ia desde não se alimentar de cenouras, pepinos até pedir perdão por ter tido relações sexuais com o seu próprio companheiro. Daí até a discussão foi um pulo.
            Bem, o corrimento, que é o aumento da secreção vaginal, com cheiro fétido e cor amarelada, é um dos motivos mais frequentes de consultas ao ginecologista. Entretanto, é fato científico comprovado que, a sensação de umidade nas partes íntimas, o corrimento vaginal – chamado pelos médicos de fluxo – nada mais é do que parte do funcionamento normal do corpo da mulher. Até aqui tudo entendido. Aí a discussão esquentou com as colocações do senhor Marujo de que isso estava errado, tratava-se de pensamento medíocre e sem inteligência e que o melhor era a molhadinha do Marujinho. E, tal fato- a mulher ter umidade vaginal, era ideal para fazer o papel natural da mulher – ter relações com o seu companheiro. Difícil discordar quando a observação direta é pertinente e aplicada à própria natureza feminina e proveniente de um Ser supremo. Aí a discussão aumentou e chegou-se a duas conclusões básicas:
1ª – A umidade feminina é natural e criada por um Deus com finalidades específica ter relações, ter prazer e ser tudo de bom. Ao mesmo tempo, pecar é o ser humano achar que um Deus deve ser corrigido por ter fornecido o princípio da fecundidade e do prazer.
2ª – Que o bom mesmo é manter relações sexuais e quanto mais mulheres úmidas mais felicidade geral para a nação. Contudo, era preciso fazer girar uma nova forma de pensar ou repensar sobre muitos assuntos.
            Enfim esse Blog não tem nada de especial, não tem nada de fantástico ou de extraordinário, mas é tudo de bom. É como comer um belo peixe ao cair da tarde na Ribeira, tomando uma geladinha e trocando conversa com os amigos à cerca de coisas que o mundo faz melhor de idiota. E para isso estamos aqui firme e forte.

Pensar Marujo é viver marujo

(Makulè)
Ser marujo é percorrer cada pedaço de mar deste planeta, capturando as sua beleza para integrar a elétrons, prótons e nêutrons de cada homem do mar. É conhecer portos ricos e pobres, mares coloridos e sem colorações e rios com água em abundância e outros secos. É também conhecer de passagem as caatingas, as florestas, as montanhas, os coqueirais, os vales, os seringais, pantanal, os sertões e as fronteiras de um país chamado de planeta Terra.
             Ser marujo é conhecer Parintins, o Cílio de Nazaré, as festas de São Bartolomeu, a segunda da Ribeira, o Carnaval da Bahia, os bordéis, os mares e as adegas e bares de muitos lugares.
             Ser marujo é ser como você sempre gostaria de ter sido: um navegador que tem dentro de si o sabor das viagens e aventuras, com os valores que a vida sob o carinho da mãe das águas ensinou e que o acompanharão para sempre; é ter a bondade e a beleza na alma e ser um espírito safo, descolado e que aprendeu a comer pelas beiradas e a chamar as influências certas para aliviar os defeitos e glorificar as suas qualidades. Enfim é estar antenado no mundo e para o mundo... é um terabyte.
             Ser marujo é ficar de sentinela nas noites frias de inverno, tendo como companhia o silêncio das estrelas, o barulho das águas, o irradiar da lua e o abraço da escuridão da noite.
             Ser marujo é ficar sozinho em seu barco, atento e vigilante, ouvindo o uivo do vento das conchas e o barulho do mar e da chuva que cai sobre os mares e sobre a sua nau. É ver no céu infinito o Sol ardente que ilumina seus caminhos, ajudando-o em suas procuras. É também sentir o frio das madrugadas.
             É fazer-se presente em quase todas as festas, não importando se esteja longe ou perto do seu alcance, se oferece conforto ou não.
             Ser marujo é levar esperança aos que perderam a fé, sonhos aos que deixaram de acreditar, apoio aos que vivem abandonados, solidariedade aos que estão desassistidos e felicidade através de sua beleza e alegria.
             Ser marujo é nunca desistir de seus filhos queridos, como a natureza nunca desiste de ser natureza, os rios não desistem de ser rios, o mar não desiste de ser mar e a farra nunca desiste de trazer felicidade e de dançar ao som de Calypso.
             Ser marujo é querer que o sol brilhe para todos em qualquer parte do mundo; é querer que a justiça e a democracia sejam verdadeiras para todos e não apenas para poucos; é querer que a corrupção seja combatida sem piedade no país por todos os que sofrem e dela não necessitam.
             Ser marujo é não ter ódio de ninguém, mesmo quando sofre intolerância; é não ter inimigos, mesmo diante de pequenas guerras; é ser amigo de todas as pessoas e é ter Olorum na alma e no coração.