segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

MINHA CONSCIÊNCIA É MINHA RELIGIÃO

Makulè

Ultimamente ando pensando muito sobre uma série de coisas que veem acontecendo nesse mundo louco.
Mundo esse chamado por uns de moderno, por outros de contemporâneo ou ainda pós moderno. Uma das coisas que me chamam a atenção é o que se vê como “religião”. Uma religião que só fala em demônios, ameaça, exclui àquelas que não pertencem a mesma linha de crenças. E já que tocamos na palavra crença, há de se entender quer crer não necessita de provas, Em assim sendo é apenas a forma de Deus está presente em nossas vidas e em cada momento dela. Por isso, tem que se ter muito cuidado com tudo isso e é sempre necessário separar o joio do trigo.
Talvez não me tenha expressado de maneira muito compreensível, mas vejamos de uma outra forma. Há circunstâncias na vida que nãosabemos o que ou como explicar um determinado fato. Para isso chamamos de milagre, que significa uma interseção de algum espírito que nos favorece de alguma forma. Mas, há determinadas situações, que o teatro faz parte e, mesmo nada sendo ou acontecendo, a histeria coletiva permite o enxergar de algo inexistente. Isso porque com o aproveitamento direcionado para a mistura da crença com um verdadeiro espetáculo. Nessa complexa composição, no meu entendimento, a figura de Jesus Cristo é comercializada de maneira bárbara e insistente. Mas os responsáveis por isso, que possuem grande capacidade de convencimento e aproveita-se da emoção do momento ou de um dado momento, sabem exatamente o que estão fazendo: pedindo para si próprio, através das chamadas preces poderosas e curas milagreiras.
Por tudo isso, a cada dia, continuo afirmando que a minha fé é a  minha consciência e desta sou escravo. E, por isso mesmo, acredito que onde estou, estou muito bem, com poucas dúvidas e muitos sorrisos no conjunto da minha fé.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Insinuante

(Makulè)
Com trejeitos maneiros
Com sorriso brejeiro
Com cabelo vermelho
Estais tão bela que 
Causa ... desespero.

Se o coração falasse e,
Se os olhos transmitissem
O prazer de refletir
Sua imagem soberba
O belo seria pura beleza.

Você exige, sem pedir,
Pede, sem mandar, 
E, mais nada precisa
Porque sois a luz
A iluminar uma vida.

Seus gestos são perfeitos
Seu sorriso, um alento
Seus cabelos revelantes
Seu corpo eletrizante.

E, para terminar,
Só me resta parar,
Pois qualquer adjetivo
Não enaltece seu qualificativo.

Cumplicidade

(Makulè)
Não transita no espaço do coração
Lá dentro, flui majestoso
O meu amor, brotando, puro
                              [... novo]

A cumplicidade nos aproxima
Cada vez mais, nos reduzem
A um só ser e a uma só vida
Lábios e olhos que reluzem.

A cumplicidade é toda unida
De amor é mais vontade de amar
A minha e a sua
Extrapolam qualquer medida.

Além do amar, nada há
Amar é essência da vida
Pois quem ama é amada
Sabe que o fim está não aqui
Mas no infinito  ... na eternidade.

Amor.net

(Makulè)
O amor é real, vivo, presente
A gente se leva como uma nau
Pelo mar que afaga e às vezes
                        [... atormenta]

Mas o amor é quente, é frio ... é genial
Pelo que leio, traduz o que sinto
Pelo que leio, vejo-o sem conhecê-lo
Pelo que leio, sinto-me seu reflexo
És belo, sincero, puro e amigo
                                      [...]
És meu amor na net.

A Bela.net

(Makulè)
Debrucei-me à beira do rio,
Para ver o reflexo de uma bela.
Nada queria, apenas ver-te coruj@
Com toda riqueza e afetos que me destes.
E, por isso, tento pagar
Escrevendo-lhe versos.

Admire-se e me perdoe... esforçei-me
Mas, a inspiração, peça nos prega.
A tal ponto que só pude torná-la
Mais... e mais do que bela,
Porém o reflexo d´alma que demos a luz
É mais que o Sol,
É áurea vista  apenas em um menino
O menino Oxaguian.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Obrigado meus Orixás


Obrigado meu Pai Oxalá
Pela fé que me sustenta
Pelas bênçãos de Ogum
Pela proteção de Iemanjá
Pelo amor de Oxum
Pela força de Iansã
Pela retidão de Xangô
Pelo colo de Nanã
Pelo equilíbrio de Oxóssi
Pelas curas de Omulú
Pelas cores de Oxumarê
Pelas folhas de Osanhe
Pelas Crianças que enchem
de alegria nossos terreiros
Pela amizade dos Boiadeiros
Pela humildade dos Preto-Velhos
Pelas Almas Santas e Benditas
Pela cumplicidade de Exú e Pomba Gira

quarta-feira, 23 de maio de 2012

À BENÇÃO PARA O SABER (1)

(Makulè)
Não querendo ser repetitivo, mas o sendo, afirmo que a vida é para ser vivida e, de preferência, com grande intensidade. Evidente que viver não é um sorriso prolongado, mas uma gargalhada rápida e estrondosa. Por isso, intercala-se entre sorrisos e não sorrisos uma gargalhada que, ao seu final, silencia-se e deixa até de ecoar.
Após um ciclo de vida terminado, nada mais será possível à matéria realizar. A partir daí, a matéria entra em decomposição e, o que antes era uma pessoa, tornar-se-á alimento da mãe Terra. Esta se incumbe de distribuir tal alimento com todos os seus filhos vivos, mantendo uma dinâmica, mesmo que frágil e equilibrada, constituindo a Teia de vida. E no após vida, o que acontecerá finalmente?
Bem, é comum dizer-se que tudo terminará em sete palmos rasos, preenchidos por um corpo inerte e sem vida e muita rocha sedimentar. O nosso interior não mais poderá reter a alma, esta é libertada e, agora livre, é uma energia que chamamos de espírito. Este entrará em um mundo muito... mais muito escuro e sem direitos ou deveres.
Lembrando sempre que, a partir de então, as escolhas começam a ser “espiritualizadas”. Assim, ou o espírito se desapega completamente dos vícios terrestre/material e se desenvolve a caminho da luz universal; ou então, continua deleitando-se dos, antes, prazeres da carne.
Sobre a luz universal ou cósmica, pouco a dizer em função do alto nível de desenvolvimento e de utópicos entendimentos. Assim, fica mais fácil raciocinar sobre esse estágio inicial da vida espiritual.
O primeiro passo é usar os conhecimentos adquiridos acumulados na “vida material” e/ou apreender sempre sobre o tudo da “vida espiritual”. Por esse caminho inicia-se a “vida espiritual”, agora sob a forma de energia e inteligência e com uma única certeza: várias outras energias estarão nas “proximidades”.
Outro ponto são as energias que só conheceram o que se chama de bem, contrapondo-se a outras que não tiveram a menor ideia do que seja isso. Dessa forma essas energias levam em um primeiro estágio os benefícios e os malefícios da vida terrena a si mesmas e sob a forma de matéria viva.