quarta-feira, 23 de maio de 2012

À BENÇÃO PARA O SABER (1)

(Makulè)
Não querendo ser repetitivo, mas o sendo, afirmo que a vida é para ser vivida e, de preferência, com grande intensidade. Evidente que viver não é um sorriso prolongado, mas uma gargalhada rápida e estrondosa. Por isso, intercala-se entre sorrisos e não sorrisos uma gargalhada que, ao seu final, silencia-se e deixa até de ecoar.
Após um ciclo de vida terminado, nada mais será possível à matéria realizar. A partir daí, a matéria entra em decomposição e, o que antes era uma pessoa, tornar-se-á alimento da mãe Terra. Esta se incumbe de distribuir tal alimento com todos os seus filhos vivos, mantendo uma dinâmica, mesmo que frágil e equilibrada, constituindo a Teia de vida. E no após vida, o que acontecerá finalmente?
Bem, é comum dizer-se que tudo terminará em sete palmos rasos, preenchidos por um corpo inerte e sem vida e muita rocha sedimentar. O nosso interior não mais poderá reter a alma, esta é libertada e, agora livre, é uma energia que chamamos de espírito. Este entrará em um mundo muito... mais muito escuro e sem direitos ou deveres.
Lembrando sempre que, a partir de então, as escolhas começam a ser “espiritualizadas”. Assim, ou o espírito se desapega completamente dos vícios terrestre/material e se desenvolve a caminho da luz universal; ou então, continua deleitando-se dos, antes, prazeres da carne.
Sobre a luz universal ou cósmica, pouco a dizer em função do alto nível de desenvolvimento e de utópicos entendimentos. Assim, fica mais fácil raciocinar sobre esse estágio inicial da vida espiritual.
O primeiro passo é usar os conhecimentos adquiridos acumulados na “vida material” e/ou apreender sempre sobre o tudo da “vida espiritual”. Por esse caminho inicia-se a “vida espiritual”, agora sob a forma de energia e inteligência e com uma única certeza: várias outras energias estarão nas “proximidades”.
Outro ponto são as energias que só conheceram o que se chama de bem, contrapondo-se a outras que não tiveram a menor ideia do que seja isso. Dessa forma essas energias levam em um primeiro estágio os benefícios e os malefícios da vida terrena a si mesmas e sob a forma de matéria viva.

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